Espírito de competição - por Leônidas Cuadra
ESPÍRITO DE COMPETIÇÃO
Basta que se reúnam dois meninos pequenos comuns para se escutar uma conversa mais ou menos assim:
—Meu carro é mais rápido que o teu.
—Ah, sim mas eu posso correr mais rápido que tu.
— Pode até ser, mas a minha bicicleta é mais bonita que a tua.
—O meu skate é melhor que o teu.
Uns anos mais tarde na casa da família de uma daquelas crianças, já crescidas, se ouviria:
— Mamãe …eu quero um carro como o de fulano.
E na outra:
—Papai, eu quero uma motocicleta como a de sicrano.
Creio que todos já passamos por isso.
O interessante desta mentalidade de competição e comparação é que ela não é exclusiva da infância. Isso nos persegue toda a vida, só que os temas mudam e talvez não se expressem em voz alta. “Meu carro é melhor que o teu.” “Minha casa é maior que a tua.” “Eu quero uma casa como aquela.” “Se eu tivesse dinheiro como eles…"
O ponto é que a sociedade na qual vivemos é competitiva por excelência. É assombroso como nos anúncios publicitários inclusive se compara sem rodeios uma marca com outra. E a mentalidade de consumo nos leva a competir porque queremos ter o mesmo que o vizinho da frente, ou que a colega de trabalho, o amigo ou o irmão, etc. É uma obsessão do ser humano, comparar-se e competir.
O problema está em que essa obsessão é insaciável e no final só colhe insatisfação. Por exemplo, a taxa de dívida em cartões de crédito a que chegou a população dos Estados Unidos não tem precedentes na história. Porém, qual é o verdadeiro motivo deste desastre econômico e familiar? Comparar-se e competir; mais ainda pela manipulação publicitária. Querer ter um nível de vida que não se pode manter e que cedo ou tarde nos lança num buraco do qual é quase impossível sair.
Pensa em quantas pessoas tem mais de um emprego porém nunca veem os frutos disto. Porque todo seu esforço vai parar nas mãos dos credores que cobram altos interesses. Comparar-se e competir, realmente nos torna escravos desse padrão de vida imposto.
O triste é que se não somos felizes com o Toyota, tampouco o seremos com o BMW ou com algum outro automóvel ainda que muito mais caro. Se não aprendemos a ser felizes na casa em que habitamos agora; tampouco nos bastará uma supostamente melhor ou maior.
É uma questão de contentar-se, em qualquer situação, porque isso fala de um coração agradecido pelas
bençãos que já tens e não de um coração avarento que sempre quer mais e mais. Um coração ganancioso jamais está satisfeito. Esclarecemos que não estamos dizendo que haja nada de mal em querer melhorar ou prosperar. Porém se essa meta te tira a alegria de viver e não te deixa desfrutar o que já tens, te convertes em escravo de teus apetites.
Estas palavras da Bíblia podem soar duras, porém são inequívocas: “Quem ama o dinheiro, de dinheiro não se sacia. Quem ama as riquezas nunca tem o suficiente. Também isto é absurdo!”
O contrário desta mentalidade tampouco é agradável diante de Deus. Ele espera que trabalhemos, que nos esforcemos.“O preguiçoso ambiciona, e nada consegue; o diligente vê cumpridos seus desejos.” Trabalha, te esforça, traça metas para tua vida, porém que tua motivação não seja viver como a vizinha nem ter o mesmo que outros. Comparar-se e deixar-se dominar por esse espírito e atitude nos leva ou pode levar-nos a uma terrível escravidão: A escravidão da cobiça, frustração, descontentamento, ingratidão e consequente ruína.
« E lhes disse: Vede, guardai-vos de toda avareza; porque a vida do homem não consiste na abundância dos bens que possui
Lucas 12:15
«Sejam vossos costumes sem avareza, contentes com o que tendes agora; porque Ele disse: Não te desampararei, nem te deixarei»
Hebreus 13:5
« Fitando tu os olhos nas riquezas, elas se vão; pois fazem para si asas, como a águia, voam para o céu.»
Provérbios 23:5
«Porque onde estiver o vosso tesouro, alí estará também vosso coração »
Mateus 6:21
Por Leônidas Cuadra
Basta que se reúnam dois meninos pequenos comuns para se escutar uma conversa mais ou menos assim:
—Meu carro é mais rápido que o teu.
—Ah, sim mas eu posso correr mais rápido que tu.
— Pode até ser, mas a minha bicicleta é mais bonita que a tua.
—O meu skate é melhor que o teu.
Uns anos mais tarde na casa da família de uma daquelas crianças, já crescidas, se ouviria:
— Mamãe …eu quero um carro como o de fulano.
E na outra:
—Papai, eu quero uma motocicleta como a de sicrano.
Creio que todos já passamos por isso.
O interessante desta mentalidade de competição e comparação é que ela não é exclusiva da infância. Isso nos persegue toda a vida, só que os temas mudam e talvez não se expressem em voz alta. “Meu carro é melhor que o teu.” “Minha casa é maior que a tua.” “Eu quero uma casa como aquela.” “Se eu tivesse dinheiro como eles…"
O ponto é que a sociedade na qual vivemos é competitiva por excelência. É assombroso como nos anúncios publicitários inclusive se compara sem rodeios uma marca com outra. E a mentalidade de consumo nos leva a competir porque queremos ter o mesmo que o vizinho da frente, ou que a colega de trabalho, o amigo ou o irmão, etc. É uma obsessão do ser humano, comparar-se e competir.
O problema está em que essa obsessão é insaciável e no final só colhe insatisfação. Por exemplo, a taxa de dívida em cartões de crédito a que chegou a população dos Estados Unidos não tem precedentes na história. Porém, qual é o verdadeiro motivo deste desastre econômico e familiar? Comparar-se e competir; mais ainda pela manipulação publicitária. Querer ter um nível de vida que não se pode manter e que cedo ou tarde nos lança num buraco do qual é quase impossível sair.
Pensa em quantas pessoas tem mais de um emprego porém nunca veem os frutos disto. Porque todo seu esforço vai parar nas mãos dos credores que cobram altos interesses. Comparar-se e competir, realmente nos torna escravos desse padrão de vida imposto.
O triste é que se não somos felizes com o Toyota, tampouco o seremos com o BMW ou com algum outro automóvel ainda que muito mais caro. Se não aprendemos a ser felizes na casa em que habitamos agora; tampouco nos bastará uma supostamente melhor ou maior.
É uma questão de contentar-se, em qualquer situação, porque isso fala de um coração agradecido pelas
bençãos que já tens e não de um coração avarento que sempre quer mais e mais. Um coração ganancioso jamais está satisfeito. Esclarecemos que não estamos dizendo que haja nada de mal em querer melhorar ou prosperar. Porém se essa meta te tira a alegria de viver e não te deixa desfrutar o que já tens, te convertes em escravo de teus apetites.
Estas palavras da Bíblia podem soar duras, porém são inequívocas: “Quem ama o dinheiro, de dinheiro não se sacia. Quem ama as riquezas nunca tem o suficiente. Também isto é absurdo!”
O contrário desta mentalidade tampouco é agradável diante de Deus. Ele espera que trabalhemos, que nos esforcemos.“O preguiçoso ambiciona, e nada consegue; o diligente vê cumpridos seus desejos.” Trabalha, te esforça, traça metas para tua vida, porém que tua motivação não seja viver como a vizinha nem ter o mesmo que outros. Comparar-se e deixar-se dominar por esse espírito e atitude nos leva ou pode levar-nos a uma terrível escravidão: A escravidão da cobiça, frustração, descontentamento, ingratidão e consequente ruína.
« E lhes disse: Vede, guardai-vos de toda avareza; porque a vida do homem não consiste na abundância dos bens que possui
Lucas 12:15
«Sejam vossos costumes sem avareza, contentes com o que tendes agora; porque Ele disse: Não te desampararei, nem te deixarei»
Hebreus 13:5
« Fitando tu os olhos nas riquezas, elas se vão; pois fazem para si asas, como a águia, voam para o céu.»
Provérbios 23:5
«Porque onde estiver o vosso tesouro, alí estará também vosso coração »
Mateus 6:21
Por Leônidas Cuadra
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