A regra de ouro - por Leônidas Cuadra

A REGRA DE OURO.

“ Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas“. Mateus 7:12

Tudo aquilo que queremos que os demais façam conosco, primeiro devemos fazer o mesmo para com eles. A regra de ouro, é um princípio, uma forma como os seres humanos e em especial, os cristãos deveriamos atuar. Devemos fazer com os demais, o mesmo que nos agradaria que os demais façam conosco.

Muito antes de que Jesus dera esta mensagem no famoso sermão da montanha sobre a regra de ouro, outros pensadores já haviam falado sobre este tema, porém é necessário analisar a forma como se haviam expressado as palavras por estes pensadores e como o fez Jesus.

Analisando as diferentes versões humanistas da regra de ouro, podemos ver que antes de Cristo, ou fora de Cristo, o princípio enfatiza a passividade no trato com os demais, por exemplo:

Confúcio o expressou da seguinte maneira: “não imponhas a outros o que não farias contigo.”

Pítaco (sábio grego) a expressou assim: “Não faça a teu próximo o que te molestaria que ele te fizera.”

O Islam expressa,“ Não magoes a ninguém para que ninguém te magoe”.

Ao analisar estes exemplos,e muitos mais existentes,vemos o que expressam em comum: não fazer algo para que não te façam o mesmo. Ou seja é uma apresentação passiva do princípio. Outros dizem que estas são formas negativas do mesmo principio.

Se te dás conta, a versão que Jesus nos apresenta é totalmente  próativa. Pois nos convida não a evitar algo, mas sim a nos envolvermos de forma ativa e positiva para o bem-estar do próximo. Ele expressa totalmente uma forma de entrega aos demais.

Em sua forma "negativa", esta regra é de fato a base de todo ensinamento ético, mas ninguém mais que Jesus a colocou em um contexto positivo. Muitas vozes haviam dito: “ Não faça a outros o que não queres que te façam a ti.» Porém não se havia escutado dizer nunca: «Tudo o que quereis que os demais façam por vós, fazei-o vós por eles»

A forma inversa da regra de ouro, só demanda um estado de inatividade e passividade de não fazer:" não faças a outros" Demanda simplesmente nos coibir de fazer algo mal a alguém, o qual é muito bom, excelente.Porém não vai além, não aporta nada ou muito pouco a nosso próximo.É uma atitude que se limita a esse ponto:não fazer o mal e fim

Porém a forma próativa como falou Jesus vai mais além, porque não só contém a parte de não fazer a alguém o que não me agrada que me façam. Inclui também que eu faça por eles o que quisera que fizessem comigo.Aquilo que o ensinamento apresentado por Jesus nos manda requer verdadeiro amor:
Se alguém em algum momento nos faz dano, devemos estar dispostos a não só não lhe fazer mal, mas sim lhe fazer todo o bem que possamos.

Em realidade a proposta e o desafio que Ele põe diante de nós é recalcar que o fundamento de nossos atos manifesta o amor de Deus hacia nosso prójimo. Nisso são conhecidos os discípulos de Jesus.

Assim que de certa forma é mais fácil só deixar de causar dano ou até deixar de fazer coisas pelo bem de outros. Porém o desafio é maior. É  não só deixar de fazer, mas sim fazer o melhor pelos demais. E para isso o ingrediente fundamental é o amor.

Qualquer pessoa pode decidir não causar dano, mas só uma pessoa que ame fará algo por alguém. Só alguém que ama será capaz de perdoar, será capaz de ajudar ao necessitado, de servi-lo desinteressadamente, somente alguém que ama será capaz de dar e dar-se aos demais.

« Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outro» João 13:35

« O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.»
João 15:12-13

Por Leônidas Cuadra

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